| Dízimos
e Ofertas
Muitas pessoas têm me perguntado
sobre minha posição em relação à
este assunto, principalmente depois de lerem meu livro “Onde
está a Igreja do Primogênito?”. Aqui segue
então minha resposta sobre dízimos e ofertas.
Primeiro, quero começar
falando sobre uma real conversão.
O termo “aceitar a Jesus” é um termos que transmite
uma ideia errada sobre a conversão. Nós não
aceitamos a Jesus, nós nos entregamos à Ele. Quando
esta entrega acontece, ela é por completa, o que significa
que nenhuma área de nossa vida fica fora do Seu controle
e vontade. Assim sendo, nossa vida emocional, nossos planos e
tudo o que se refere à vontade ficam sob o crivo e o ensino
da Palavra de Deus.
Nossas finanças estão também sob estes mesmos
princípios. Se tudo o que temos pertence à Deus
e estão debaixo de Suas ordenanças, nossas finanças
também pertencem à Ele. Qualquer tipo de pensamento
contrário à este deriva de uma mentalidade de aceitação
e não de entrega. Aceitar significa que você pode
concordar com algumas coisas e descordar de outras, entregar significa
abrir mão de uma vez por todas.
Existe um princípio Bíblico chamado de Mordomia,
que é basicamente:
1.1– A idéia de mordomia pressupõe a administração
de recursos que recebemos das mão do senhor – Mt.
25. 14;
1.2– Quando a palavra é usada em seu sentido corriqueiro,
refere-se à administração dos dons de Deus,
especialmente à pregação do Evangelho –
1 Co. 09. 17;
1.3– No contexto bíblico e cristão. Mordomia
refere-se à consciência que o crente deve ter de
que tudo que possui vem de Deus
1.4- Portanto, somos mordomos e não donos – Lc 19.
13;
1.5- Na qualidade de mordomos requer-se que sejamos fiéis,
visto que deveremos prestar contas na proporcionalidade do que
tivermos recebido – 1 Co. 04. 02;
1.6– Concluímos, então, que a nossa vida e
os seus valores devem ser vividos e administrados da perspectiva
de Deus.
Este principio nos ensina que somos apenas Mordomos (do grego
oikonomia que significa administração) dos bens
que Deus nos dá neste mundo. Tudo o que temos pertence
ao Senhor, e Ele nos pede para cuidarmos bem de tudo.
Tire um tempo para estudar mais aprofundadamente sobre Mordomia
Cristã para entender bem este princípio.
Sendo assim, em relação
aos Dízimos e ofertas, somente temos uma posição.
Entregar para Deus o que é d'Ele. Ao Senhor não
pertence somente dez por cento do que temos, tudo é d'Ele
e todas as coisas devem ser usadas para glorificarem Seu nome.
Seu dinheiro deve ser administrado de forma correta. Sem exageros
e sem extravagancias desnecessárias.
Dar à Deus somente dez por cento do que temos não
faz justiça à Quem Ele É. Muitas vezes, pessoas
que questionam o se devem ou não dar dízimos escondem
em seus corações uma certa ganância, querendo
reter para si tudo o que podem para gastarem consigo mesmas. No
livro de Atos, no “tempo da Graça” vemos o
relato de uma casal que morreu por fazer esta mesma coisa.
Muitas pessoas em nossas igrejas está morrendo em diversas
áreas de suas vidas por reterem o que pertence à
Deus.
Outro número impressionante de “crentes' entregam
seus dízimos nas igrejas e acham que com isto estão
fazendo sua parte com Deus, esmolando seus dez por cento. Queridos,
se tudo o que entregamos para Deus são apenas os dez por
cento e algumas pequenas ofertas esmolares, isto mostra que nossos
corações ainda não estão entregues
completamente à Cristo, e que desconhecemos totalmente
nossa posição de Mordomos (administradores) do que
Deus nos dá.
Entenda bem, não estou falando aqui para você pegar
todo seu salário e dar na igreja. Estou falando que devemos
administrar corretamente o que Deus nos permite ter, e participar
a obra de Deus como parte primordial de nossas finanças,
junto com nossas contas mensais, compras de mantimento e coisas
pessoais.
Contribuir na obra de Deus deve ser feito de forma espontânea,
e esta espontaneidade se manifesta no “valor” que
Deus tem para nós, não falo de valor financeiro,
porque não se compra Deus, mas no valor que Ele tem em
nossos corações. Quando pensamos em agradar uma
pessoa que amamos, não medimos esforços e finanças
para agradá-la. Então, se amamos verdadeiramente
à Deus, Ele receberá muita de nossa atenção
e tempo, e Sua obra (igreja, missões...) irá receber
uma atenção especial de nossas finanças.
Outra coisa importante. Paulo certa vez disse:
2Co 9:7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração;
não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus
ama ao que dá com alegria.
Primeiro, a contribuição vem do Seu coração,
não de imposições. Se Seu coração
está aberto para as necessidades e para a Obra de Deus
(igreja, missões...) seu coração automaticamente
terá disposição de ajudar. Você será
ouvido por Deus e abençoado, não por uma oferta
manipulada por alguém de cem, duzentos ou mil reais. Você
será abençoado por Deus pela sua disposição
pessoal de ajudar e ofertar.
Segundo, sua contribuição não vem por tristeza
ou algum tipo de constrangimento, como, se você não
der será visto como alguém que não se importa
ou que não quer participar. Ou por alguma pessoa que te
obrigue a dar para que outras pessoas te vejam dando a oferta.
A Oferta não pode ser por um coração constrangido
(manipulado).
Terceiro, Deus ama quem dá com alegria. A oferta vem de
um coração que se alegra em ajudar.
Sua oferta deve ser baseada nestes três princípios.
Em relação ao dízimo, que usa-se o texto
do profeta Malaquias, entendemos:
O livro do profeta Malaquias fala de Deus protestando contra os
sacerdotes, porque eles estavam oferecendo para Deus o que não
prestava (Mal 1: 7 e 8) e o que era estragado. Por fim, Deus diz
que o povo estava retendo os dízimos.
Se seu dízimo não é dado com o coração
alegre, ele está estragado, e certamente Deus não
se agrada. Mas além do seu dízimo, o que você
oferece à Deus de mais importante que é seu coração,
deve estar com Ele junto com sua contribuição.
Se você pensa que dar seu dízimo é fazer sua
parte, você não tem sido um bom Mordomo (administrador).
Se sua igreja pede que você dê o dízimo, entregue,
mas além de seu dízimo, entregue verdadeiramente
sua vida, e dê além dos dez por cento. Permita que
tudo o que você tem pertença ao Senhor e tenha um
coração aberto a ajudar além do que é
pedido. Lucas 17:10 Assim também vós, quando fizerdes
tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis;
fizemos somente o que devíamos fazer.
Se sua igreja não pede dízimos, contribua de forma
generosa. A generosidade, tanto para igrejas que pedem dízimos
ou não devem sempre estar presente na vida dos crentes
e seus ministros e ministérios.
A questão final, não é dar ou não
dízimo, mas sim sermos bons Mordomos (administradores)
dos bens que Deus nos permite ter e ofertar generosamente e com
alegria, por Deus ama quem dá com Alegria...
Dimitri Juliano
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